terça-feira, 23 de março de 2010

Móveis para dormitório - Estudo de Mercado - Brasil

Tendo o interesse em abrir uma empresa para a comercialização de móveis, é necessário um estudo do setor, através de pesquisa de mercado, setor, empresas, fabricantes, fornecedores e concorrentes, mercado nacional, mercado interno, mercado regional.

O estudo oferece uma visão ampla com dados secundários, fontes de pesquisas e resultados mensuráveis, dessa forma podendo ser analisado amplamente e com cuidado o setor. Na pesquisa e estudos do setor contamos com a análise SWOT ou FOFA do setor , sendo dos concorrentes e da empresa a ser inaugurada.

Apresentando os pontos mais importantes, desenvolvendo um panorama sobre o mercado de móveis residenciais para dormitórios em série e sob encomenda no Brasil. Através de dados secundários obtidos em âmbito regional e nacional, com foco no mercado interno veremos a seguir como foi efetuada a pesquisa e resultados.

O Mercado de Móveis no Brasil

Conforme Eduardo de Freitas da
Equipe Brasil Escola , em toda a história civilizada o homem sempre produziu sua subsistência e posteriormente um excedente, com a finalidade de trocar ou vender. Essa relação demonstra claramente uma negociação comercial, o comércio.

A palavra comércio significa ato de negociar, vender, revender, comprar algo, em síntese são todas as relações de negócios, o comércio é uma relação social que é singular ao homem.

As relações comerciais foram praticadas pelas sociedades mais primitivas apesar de não haver mercadorias propriamente dita e mesmo vivendo da coleta e da caça ainda assim essas realizavam negociações comerciais, a troca, que foi por muito tempo a única forma de realização do comércio.

No decorrer do tempo o homem promoveu uma série de evoluções, dentre essas estavam a criação de mecanismos comerciais para facilitar o fluxo de mercadorias e um melhor entendimento nesse sentido, então foram produzidas as moedas, bancos, as financeiras, bolsas de valores entre outras.

O comércio exerceu uma colaboração muito importante nas sociedades, no desenvolvimento de novas tecnologias, técnicas e principalmente na responsabilidade de implantação de infra-estrutura como estradas, ferrovias, portos, pontes, com a intenção de facilitar o fluxo de mercadorias em nível planetário, até resultar no processo de globalização.

A cadeia produtiva moveleira é uma das mais variadas e dinâmicas da economia brasileira. Os números comprovam. No ano de 2005, o faturamento estimado do setor foi de R$ 12.051 bilhões, enquanto o registrado em 2004 foi de R$ 12.543 bilhões, o que aponta uma ligeira queda, conforme aponta o Panorama Agosto de 2006 da Abimóvel – Associação Brasileira da Indústria de Mobiliário. Do faturamento de 2005, US$ 990.424.209 vieram com as exportações – de acordo com o estudo da Abimóvel. Os dados indicam um aumento de 5,3% no volume de exportações. Em 2004, o comércio para o exterior gerou US$ 940.574.475. No ano de 2005, a balança comercial fechou em US$ 883 milhões positivos.

Efetuando pesquisas em toda a internet e fontes como ABIMÓVEL, SEBRAE, e outros não encontra-se uma situação atualizada do setor, porém não há registros atuais do número de empresas do setor. Os dados mais recentes, apurados na RAIS de 2004, e pesquisas do SEBRAE em 2006 apontavam a existência de 16.104 empresas que geram 206.352 empregos (RAIS 2004), de capital nacional em sua maioria. São 11.992 microempresas (de até nove empregados), 3.372 de pequeno porte (10 a 49 empregados), 436 de médio porte (50 a 99 empregados) e 304 de grande porte (mais de 100 empregados). A maioria das empresas concentra-se nas regiões sul e sudeste. São Paulo detém o maior número de empresas (3.754), seguido por Rio Grande do Sul (2.443), Minas Gerais (2.126), Paraná (2.133) e Santa Catarina (2.020). Segundo a Abimóvel, das indústrias formais de móveis que operavam no Brasil em 2003, 83,44% produzem móveis de madeira e chapas de fibra de madeira e 7,63%, de metal. Do total, pouco mais de 2% se dedica à produção de colchões e 1.103 fabricam mobiliário com outros materiais.

O crescimento médio estimado no setor é de 3 a 4% conforme boletim do CGI e que o Brasil está dentro dos 25 países considerados relevantes para a produção. Em 2006 o Brasil representava 1% da produção mundial, avaliada em U$$ 250 bilhões. Abaixo segue um panorama de tipos de empresas no Brasil:

1 Pequeno Porte 21%

2 Médio Porte 2%

3 Grande Porte 2%

4 Micro Empresa 75%



Fonte: Abimóvel

De acordo com a MOVERGS ( Associação das Industrias de Móveis do Rio Grande do Sul), a produção em 206, milhões de peças, com faturamento médio de 254 bilhões de reais.

A grande porcentagem dessa fabricação e venda é destinada ao uso residencial, e conforme pesquisa realizada pelo Banco Bradesco foi detectado que o setor está em crescimento, sendo a estimativa para 2007 de de R$ 16 bilhões.

Potencial em Consumo

Segue uma tendência de consumo entre a população no geral, e o consumo de móveis e artigos para o lar, tanto de decoração como móveis, sendo que São Paulo E rio de Janeiro lideram o consumo.

As diferenciações de móveis fazem parte de uma única opção pelos consumidores, apreciando as características do produto como acabamento, padrão, designer, atributos, estética. Em média as famílias gastam em torno de 1% a 2% de sua renda familiar em consumo de móveis.

O mercado também deve levar em consideração o mercado de reformas, decoração, pois, o consumidor tem procurado muitos profissionais de reformas e decoração que influenciam a compra.

Consumidores e Clientes

O principal consumidor nessa pesquisa é o consumidor final, aquele que vai utilizar de indicação, iniciador, e efetuar a compra para o consumo do móvel ou para presentear.

Esse consumidor pode vir de grandes construtoras para montar os quartos, podem vir de decoradores e pessoas que buscam o conforto, beleza, de todos os tipos e classes sociais, e dentro de último aspecto existem lojas desde com o foco para o público A até as classes D e E.

Dentro dos maiores consumidores de móveis para quarto são os da classe B, representando média de 67% anualmente Assim, dividindo em grupos os tipos e classes de consumo de móveis, sendo elas:

· Grupo 1: Classe A E B ;

· Grupo 2: Classe C, D e E.

Os consumidores do grupo 1, procuram consumir móveis com mais

durabilidade, performance, estilo, designer e acabamento, sofrem a influência de decoradores, arquitetos. Já os do grupo 2, aproveitam a funcionalidade, aproveitamentos de pequenos espaços, consomem em média mais os móveis seriados, adquire os produtos em magazines e lojas através de financiamento e compram 42 categorias de produtos, das 45 consumidas pelo grupo 1.

A compra dos moveis novos podem depender de casamentos, mudança de residência, substituição, presentes, chegada de um novo membro da família.

O setor apresenta sazonalidade, pois final de ano, o crescente numero de vendas provam isso, onde a grande parte dos consumidores troca seus móveis, aproveitando o 13º salário, e também na época do dia das mães, comprando objetos de decoração,móveis.

Os cinco atributos principais vistos pelos os consumidores estão destacados o design, funcionalidade, ergonomia, conforto, economia. Além disso o consumidor procura a qualidade e dentro desse padrão a garantia dos móveis que são regidos por lei.

Aproveitando o setor, empresas também investiram na criação de revistas, pois os consumidores avaliam as empresas, modelos, fazem busca, pesquisas através destas revistas como vemos a seguir.

O mercado moveleiro também ajuda a sustentar diversas publicações especializadas.A que circula há mais tempo é a revista mensal Móbile Lojista, criada em 1986. Ela é editada pela Alternativa Editorial (www.revistamobile.com.br), que publica ainda a Móbile Fornecedores – hoje chamada de Formóbile (criada em 1987) e a Decore (1998), além do anuário Brazilian Furniture Yearbook e outros.

A Central de Excelência Moveleira publica mensalmente, desde abril de 2001, a Revista Móveis de Valor (www.moveisdevalor.com.br). É a única revista do setor que congrega toda a cadeia moveleira em uma única publicação. A editora tem atuado como ferramenta de formação do setor. Recentemente lançou o Projeto Visão 21 (www.visao21.moveisdevalor.com.br) que atua na qualificação do varejo de móveis. Em uma loja-escola, com 300 metros de área são ministrados cursos de interesse do varejo e demonstradas técnicas modernas de grande importância para estimular as vendas de móveis.

Criada em 1990, a Revista Office Style (www.flexeventos.com.br) é dedicada ao mercado de escritórios. A Informovel é uma revista editada bimestralmente desde 1995 e voltada para as áreas de movelaria industrial, design, produção, decoração, arquitetura de interiores e ergonomia.

Recentemente foi lançada a revista Hall, publicação da Abimad - Associação Brasileira das Indústrias de Móveis de Alta Decoração (www.abimad.com.br). Já a Revista da Madeira (www.remade.com.br/revista) é especializada no segmento de base florestal.
Na cidade de Curitiba é produzido o E-mobile (www.emobile.com.br). Em São Bento do Sul (SC) fica a sede do portal TotalMóveis (www.totalmoveis.com.br ). Finalmente, uma outra fonte de informação são as associações industriais tais como a Abimóvel, a Abimad, SIMA, Movergs e associações estaduais.

Este estudo foi desenvolvido através das seguintes fontes:

Abimóvel;

Banco Bradesco;

MOVERGS: Associação das Indústrias do Rio Grande do Sul;

UM NOVO comportamento. Móveis de Valor. Curitiba;

HANSEN,Lucas. Brasil Móveis;

GARCIA, Renato;

Gazeta Mercantil/Gazeta do Brasil;

LATIN AMERICAN MARKET. Brasil;

Instituto do Inox;

Central da Excelência Moveleira;

SENAI;

PUCCINE,Henrique;

NOMADS.USP;

SBRT;

Apoio SEBRAE e ESPM.

O estudo idealizado para conhecer o mercado de móveis para dormitório no Brasil, tendo uma ampla visão como faturamento, tipos de consumidores, comportamento de compra, finalidade.

Através deste estudo de mercado o empreendedor terá uma visão no qual saberá como investir, quais cuidados deverá tomar na criação da empresa e seu empreendimento.

Tendo como técnicas as pesquisas qualitativa e quantitativa, através de como funciona a qualidade, quais são os objetivos do consumidor no ato da compra e como funciona os valores, e tipos de consumidores por classe social.

O estudo pode ser utilizado para efetuar comparações, como agem as empresas, qual segmento a ser direcionado, pois o estudo foca tanto o mercado interno, e também como para exportações inclusive dentro da pesquisa informa algumas situações para o mercado externo, vendo o crescimento em mais de 25 países.

As pesquisas foram efetuadas com fontes de empresas que repassaram suas informações e de acordo com Abimóvel.

Por Andersion Cruz


Referências:

  1. http://www.designbrasil.org.br/portal/empresas/setormoveleiro.jhtml?idRamo=02 – acesso em 20 de março de 2010.
  2. http://www.sebrae.com.br/customizado/estudos-e-pesquisas/integra_documento?documento=E97EF4AC46C8B8938325753E0061C040, pesquisa realizada em 20 de março de 2010

quarta-feira, 17 de março de 2010

O Varejo no Brasil

Ao estudar o varejo nos últimos dez anos, vamos passar primeiro por um estudo sobre o consumidor. Após verificar as mudanças no consumidor estudaremos neste artigo as mudanças, pesquisas e resultados, no segmento do varejo no Brasil.

Consumidor do Século XXI

Hoje, as áreas como sociologia, psicologia, antropologia, saúde, economia estudam o comportamento do consumidor, pois, o consumo crescente também está relacionado a situações de comportamento. Segundo o filósofo Gilles Lipovetsky, o consumo foi um dos raros fatores que contribuíram para a mudança do comportamento em nossas vidas. E neste cenário podemos dividir em três fases:

1880 – 1950: Escala de produção crescente; Consumo popular.

1950 – 1980: Crescimento do consumo em todas as classes sociais; Publicidade insere idéias ao marketing; Buscas por novidades.

1980 em diante: Experiências e escolhas; Oferta de bens e liberdade; Consumo ligado à identidade.

O retrato dos novos consumidores brasileiros

O Brasil passa por uma transformação inovadora em consumo, onde todas as classes sociais estão no auge do consumo, e principalmente com a inclusão das classes C em foco, e as classes D. São esses consumidores que vão ditar regras e o que querem consumir, o poder total nas mãos do consumidor. Empresas de varejo estão de olho nessas classes sociais. O país vem apresentando um crescimento médio de 4% anualmente, empregos, acesso ao crédito e o crescimento da classe C, com ganhos médios entre 1.062,00 a 2.017,00 reais, vem modificando o conceito de consumo e os seus hábitos. Em diversos setores da economia, como vestuário, lazer, tecnologia, o consumidor vem mostrando ser mais exigente e ditador de regras em seu beneficio.

Vêm surgindo um mercado, consumidores de massa, forte, complexo, exigente. Uma grande parte desses consumidores experimentou pela primeira vez o poder do consumo.

Também destacamos os comportamentos influenciadores desses consumidores, que foram modificados ou ajustados devidos: Crescimento da classe C; Crescimento de consumidores com idade média e terceira idade; Concessões de crédito e empregos para uma camada de consumidores que onde anteriormente não tinham acesso às linhas de crédito.

O mercado de olho nesses consumidores com idade média, já estão trabalhando em novos produtos como acesso a viagens, pacotes turísticos, tecnologias, beleza.

Outro comportamento crescente são os casais sem filhos, e dentro dessa gama estão inclusos casais gays que não tem intenção de adotar filhos, que são classificados como consumidores dinks (dupla renda, sem filhos), consumidores potentes por ter duas rendas somadas e sem dependentes, empresas estão de olho nessa gama de clientes.

A LG vem trazendo produtos focados para a terceira idade, a Natura investimentos em produtos para mulheres acima dos 80 anos, a CVC projeção de transportar 1,4 milhões de passageiros com mais de 50 anos até 2011. A TAM produtos diferenciados para as classes sociais, assim atingindo todos os consumidores.

O crescimento de consumidores para a classe C, migração da C para B, de B para A, permite oportunidades para todos os segmentos. Novos consumidores, novos produtos, nova era.

Conforme pesquisa pelo IBGE, abaixo um gráfico sobre o consumo por região, devido às mudanças e comportamentos diferenciados desses consumidores.

A indústria varejista no Brasil é ampla, diversificada e competitiva. De acordo com a última Pesquisa Anual do Comércio (PAC/2007), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE), há 1,69 milhão de empresas, sendo o setor varejista responsável por 84% do total de empresas comerciais no Brasil. A pesquisa, que fragmenta o comércio brasileiro em atacado, varejo e comércio de veículos, autopeças e motocicletas, aponta também que o setor varejista foi responsável por mais de 41% do faturamento desse ramo de serviços no País. Também existe o varejo em serviços, no qual as empresas do setor agregam valores, aumentado os serviços em seus produtos e suas lojas.

O comércio de veículos, inclusive nos últimos anos o setor de automóveis vem crescendo , e inclusive com incentivos fiscais devido a economia. e as atividades supermercadistas são os maiores segmentos de varejo, em volume de receitas. O ramo de hiper e supermercados, em particular, possuem grande tendência de expansão, pois a relação entre população e território no Brasil ainda é inferior à verificada em países europeus, tais como França, Alemanha e Inglaterra e nos Estados Unidos.

De forma geral, o varejo se constitui de atividades com sazonalidade significativa de demanda e alto nível de giro, além de forte suscetibilidade às políticas econômicas que afetam a conjuntura macroeconômica e os indicadores de renda e

emprego. Portanto, o aumento da população brasileira e a estabilidade econômica são fatores preponderantes para o crescimento da atividade de supermercados e hipermercados, como também das demais atividades de varejo.

Representatividade dos segmentos do varejo (%)

26,7% Veículos, motos e autopeças

19,4% Hiper e supermercados

16,4% Combustíveis e lubrificantes

7,9% Tecidos, vestuários e calçados

7,2% Móveis e eletrodomésticos

6,6% Material de construção

4,8% Medicamentos, cosméticos e higiene pessoal

2,0% Informática e comunicação

1,3% Livros, jornais, revistas e papelaria

2,5% Alimentos, bebidas e fumo

5,1% Outros artigos

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – Pesquisa anual de comércio, 2007

Nota: Receita operacional líquida

Um do setores em maior crescimento é o comércio. Os últimos dados existem aproximadamente 1600 empresas comerciais gerando um receita líquida média de 1,1 trilhão de reais. O setor em passando por modificações nos últimos anos, onde surgiram o e-commerce, foco no consumidor, padrões de venda e atendimento, diferenciais entre empresas. Nos anos 90, o varejo brasileiro era caracterizado por ter praticamente majoritariamente capital nacional.

Entre as companhias não havia uma concorrência acirrada. O relacionamento entre fornecedor e varejista era apenas formas de pagamento e preços. Não existia uma cadeia de logística sofisticada.

Existia baixo grau de profissionalização. E as empresas eram de gestão familiar. Indefinição de foco do negócio, uma demanda e mão-de-obra , com rotatividade de funcionários e alto endividamento das empresas.

Nos anos 90, houve uma reestruturação produtiva, trazendo várias conseqüências para o trabalho brasileiro. O período foi também marcado com plano de estabilização, plano real, abertura comercial e financeira,privatizações, juros elevados, onde houve um recesso na economia.

Após o inicio do plano real, houve redução drástica da inflação, e as empresas foram obrigadas adequar-se,pois houve diminuição de receitas, e dessa forma tornando-se as empresas mais competitivas. A administração familiar era insuficiente neste novo contexto, surgindo novas metodologias de gestão empresarial, visando maior qualidade, eficiência e produtividade, novas tecnologias foram implantadas, facilitando o processo.

Uma as principais novidades, foi a entrada de capital externo no Brasil, seja através de fusões, aquisições, instalações, a abertura de capital, significou oportunidades para que os estrangeiros participassem do mercado nacional. Exemplos disso é a Cia Brasileira de Distribuição, que tem uma das bandeiras mais conhecidas “ Pão de Açúcar”, adquirida pelo grupo Cassino , capital francês em 1999. Lojas Renner adquirida pela J.C. Penney Brazil,Inc, capital americano em 1998.. As lojas Ponto Frio realiza seu primeiro leilão de ações em 1996. Wal Mart, americana, entrou no Brasil, através de suas instalações físicas a partir da metade dos anos 90. Porém o Carrefour já atuava no Brasil desde 1975.

Shoppping Centers, lojas de departamento, supermercados e o surgimento do e-commerce, surgindo novos critérios, buscas, focos, ferramentas de gestão, aumento de concorrências, em seguidas explicações sobre cada um.

Os shopping centers, entre os anos 1997 e 2001 houve um crescimento de 62%, conforme Abrase, sendo que em 2008 chegou a 382 empreendimentos. Locais de grande acesso de consumidores, um local para compras, entretenimento, serviços diferenciados no mesmo local. A maior concentração está no sudeste do Brasil, sendo que em São Paulo mais de 55% dos estabelecimentos são responsável pela essa participação. Sendo que, existe escassez de terrenos nas áreas metropolitanas, onde esses empreendimentos estão indo para o interior,e os sindicatos ficam atentos, devidos aos impactos que trazem .

As lojas de departamento, segundo mais atingido, a partir dos anos 90, pelas tradicionais lojas de departamentos. As lojas foram obrigadas a desenvolver processos de reestruturação, assim adaptando e sobrevivendo ao novo contexto extremamente competitivo, devido a abertura econômica. Porém redes como Mappin, Mesbla acabaram falindo ambas em 1999. As maiores características de adaptação foram redução no tamanho das lojas, fechamentos das unidades de rua e indo para os shoppings. Modernização de administração e estoque, ferramentas novas de gestão, começa o surgimento de canais alternativos como telemarketing, e-commerce, TV shop, catálogos.

Porém os supermercados, esse segmento incluindo os super e hipermercados, são referencia em vários sentidos. O sistema de auto-serviço, sofreu inúmeros impactos. Após 1995, ocorreram intensificações na concorrência com a abertura e presença do capital externo, que atualmente são cinco grandes redes ( Carrefour, Wal-Mart, CBD, G Barbosa, e a rede Cia Zaffari essa apenas e única de capital nacional). A rede Zaffari com sede em Rio Grande do Sul.Um total de 300 maiores empresas do setor de super e hipermercados estão concentrados principalmente no Carrefour, CBD, Wal-Mart, com 60% do faturamento total. Comercialização de marcas próprias, surgindo uma grande modificação no setor. Desenvolvendo um novo padrão de operações entre supermercados e fornecedores. E também os super e hipermercados foram responsáveis pela abertura do comércio aos domingos e feriados e pelo crescimento da jornada de trabalho.

E-commerce, surge o comércio eletrônico, devido as necessidades inovadoras e tecnológicas, e a demanda do consumidor, e também devido a concorrência, surgiu a necessidade de criar mecanismos diferenciais para atender os consumidores, na verdade compradores, clientes. A internet é um instrumento crescente extremamente versátil, dinâmico onde no qual o crescimento deste comércio está cada vez maior. Devido as necessidades e diferenciais do segmento,veio a oportunidade do e-commerce, rentável para uma estratégia de crescimento nas vendas e interação com o cliente de forma mais rápida, versátil. Grandes lojas como Carrefour, Magazine Luiza, Ponto Frio, tem dado atenção e olhado cada vez mais, para essa nova modalidade crescente e lucrativa. Mais de 9,5 milhões de brasileiros compraram via internet, o faturamento no primeiro trimestre 2008 foi de R$ 1,84 bilhões. Com o crescimento médio de 30%, em 2009 fechou o ano com média de R$ 15 bilhões de faturamento. O faturamento do e-commerce americano ficou em R$ 132,3 bilhões em 2009. Fazendo a comparação. O setor é um emergente, o crescimento será cada vez maior. O e-commerce trouxe um impacto negativo que é o emprego, pois trabalha com numero reduzido de funcionários.

O setor varejista, devido às mudanças ocorridas, trouxe impactos relevantes na vida do trabalhador, terceirização, formas flexíveis de implementação de políticas, geraram precarização das relações do trabalhador e aumento das taxas de desemprego. A justificativa, era a maior eficiência, diminuição de custos. Mesmo nas ME e EPP, as quais empregam a maior quantidade de trabalhadores do setor, houve redução de emprego, já que uma grande maioria não sobreviveram à competitividade, inclusive Mesbla, Mappin, Casas Centro não sobreviveram. Os salários também sofreram alterações na direção de flexibilidade, buscou repartir o risco com os trabalhadores, tendo a remuneração variável, tendo cumprimento de metas em vendas.

O setor desenvolveu inovações, levando como tendências do setor. Destacando-se novos formatos de lojas, criação de padrões nas operações ente fornecedores e varejistas; sistema de informação, com novas tecnologias; eficiência operacional; aumento de canais alternativos; busca de diferenciação em qualidade, atendimento, gerência por produtos e categorias; novas formas de gestão; profissionalização do setor; aumento de canais de crédito; bancos, financeiras como parceiros em financiamentos. Através dos programas sociais do governo Lula, aumento da capacidade econômica, as empresas ofereceram melhores condições de pagamento/financiamento para o consumo popular, onde que algumas empresas passaram a investir na região nordeste do país. Conforme o IBGE, nos últimos 23 trimestres, vem crescendo o PIB.

Referências Bibliográficas

  1. http://www.ibope.com/consumidor/ – acesso em 05 de março de 2010.

  1. http://www.administradores.com.br/informe-se/informativo/consumidor-do-seculo-21-conheca-tres-tipos-e-veja-em-qual-voce-se-enquadra/18030/ – acesso em 05 de março de 2010.

  1. http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0916/economia/m0157294.html – acesso em 03 de março de 2010.

  1. Samara, Beatriz. Morsch, Marco Aurélio. Comportamento do consumidor: Conceitos e casos. 2007. PLT 107.

  1. Oliveira, Fernanda Abldo de. TCC 2007. Curso de Administração Faculdade Anhanguera.

  1. Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização– Abmapro

  1. Associação Brasileira de Supermercados – Abras

  1. Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras – Anef

  1. Banco Central do Brasil – BCB

  1. Research Deloitte, pesquisa “Comércio online: as relações das empresas com seus públicos na internet” (Setembro de 2009)

  1. Fundação Getúlio Vargas – FGV

  1. Fundo Monetário Internacional – FMI

  1. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE

14. Ministério do Desenvolvimento Social – MDS

sexta-feira, 5 de março de 2010

Novos Consumidores - Comportamento

Consumidor do Século XXI

Hoje, as áreas como sociologia, psicologia, antropologia, saúde, economia estudam o comportamento do consumidor, pois, o consumo crescente também está relacionadas a situações de comportamento. Segundo o filósofo Gilles Lipovetsky, o consumo foi um dos raros fatores que contribuíram para a mudança do comportamento em nossas vidas. E neste cenário podemos dividir em 3 fases:

1880 – 1950: Escala de produção crescente; Consumo popular.

1950 – 1980: Crescimento do consumo em todas as classes sociais; Publicidade insere idéias ao marketing; Buscas por novidades.

1980 em diante: Experiências e escolhas; Oferta de bens e liberdade; Consumo ligado a identidade.

O retrato dos novos consumidores brasileiros

O Brasil passa por uma transformação inovadora em consumo, onde todas as classes sociais estão no auge do consumo, e principalmente com a inclusão das classes C em foco , e as classes D. São esses consumidores que vão ditar regras e o que querem consumir, o poder total nas mãos do consumidor. Empresas de varejo estão de olho nessas classes sociais. O país vem apresentando um crescimento médio de 4% anualmente, empregos, acesso ao crédito e o crescimento da classe C, com ganhos médios entre 1.062,00 a 2.017,00 reais, vem modificando o conceito de consumo e os seus hábitos. Em diversos setores da economia, como vestuário, lazer, tecnologia, o consumidor vem mostrando ser mais exigente e ditador de regras em seu beneficio.

Vem surgindo um mercado, consumidores de massa, forte, complexo, exigente. Uma grande parte desses consumidores experimentou pela primeira vez o poder do consumo.

Também destacamos os comportamentos influenciadores desses consumidores, que foram modificados ou ajustados devido : Crescimento da classe C; Crescimento de consumidores com idade média e terceira idade; Concessões de crédito e empregos para uma camada de consumidores que onde anteriormente não tinham acesso as linhas de crédito.

O mercado de olho nesses consumidores com idade média, já estão trabalhando em novos produtos como acesso a viagens, pacotes turísticos, tecnologias, beleza.

Outro comportamento crescente, são os casais sem filhos, e dentro dessa gama estão inclusos casais gays que não tem intenção de adotar filhos, que são classificados como consumidores dinks ( dupla renda, sem filhos ), consumidores potentes por ter duas rendas somadas e sem dependentes, empresas estão de olho nessa gama de clientes.

A LG, vem trazendo produtos focados para a terceira idade, a Natura investimentos em produtos para mulheres acima dos 80 anos, a CVC projeção de transportar 1,4 milhões de passageiros com mais de 50 anos até 2011. A TAM produtos diferenciados para as classes sociais, assim atingindo todos os consumidores.

O crescimento de consumidores para a classe C, migração da C para B, de B para A, permite oportunidades para todos os segmentos. Novos consumidores, novos produtos, nova era.

Cruz, Anderson. 03/2010

Referências Bibliograficas e links acessados:

  1. http://www.ibope.com/consumidor/ – acesso em 05 de março de 2010.
  1. http://www.administradores.com.br/informe-se/informativo/consumidor-do-seculo-21-conheca-tres-tipos-e-veja-em-qual-voce-se-enquadra/18030/ – acesso em 05 de março de 2010.
  1. http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0916/economia/m0157294.html – acesso em 03 de março de 2010.
  1. Samara, Beatria. Morsch,Marco Aurelio. Comportamento do consumidor: Conceitos e casos. 2007. PLT 107.
  1. Oliveira,Fernanda Abldo de. TCC 2007. Curso de Administração Faculdade Anhanguera.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Custos

Análise de Custo

Custo ou despesa? Em primeiro lugar devemos entender a diferença entre o custo e a despesa em termos contábeis. O custo está relacionado a produto (produção), enquanto que despesas esta numa planilha secundária de gastos. Ex.: Shampoo (matéria prima, maquinário, mão de obra) nesta primeira fase utiliza-se para fabricar o shampoo, isso são custos. O departamento de vendas possui seus vendedores, uma pessoa para o financeiro, isso são despesas.

Interessante, que custos e despesas não são eternamente fixos, porém, são fixos dentro das oscilações existentes no mercado. Custos podem diminuir ou aumentar devido à produção, despesas oscilam dependendo da administração do departamento.

A classificação do custo variável depende da oscilação da matéria prima em si para algumas organizações. Pois, pode aumentar ou diminuir devido à produção tendo como exemplo também a energia (caso haja medidor individual nas máquinas), pode crescer ou diminuir o consumo.

O custeio ABC, não é aprovado pelo FISCO, porém é uma das melhores formas de analisar custos, partindo de uma visão departamentalizada. Quando são agregados centros de custos permite aos gestores uma visão detalhada e seletiva de custos e despesas. Tem contribuído muito, de forma simples, para melhorar a tradicional análise de custos.

Com isso, o custo ABC, possui critérios, atribuindo as seguintes prioridades: Alocação direta; Rastreamento; Rateio; entre outros.

Tendo como vantagens: Informações gerenciais fidedignas; Adéqua facilmente as empresas e serviços; Princípios de contabilidade;Identificação clara e objetiva e entre outros.

E como desvantagens seguem algumas: Muito dados para serem controlados; Revisão constante; Alto nível de controle;

ABC, uma ferramenta na administração, precisão de medir produto e atividade. Uma avaliação mais direcionada das atividades e processos em seus custos.

O planejamento de custo é necessário para que haja um entendimento claro e uma visão ampliada do empreendimento, pois, é com ela que vamos almejar lucros e definir preços e não ter prejuízo ou evitar um prejuízo maior.

A estratégia de preço busca o crescimento de lucros, visão de retorno e evitar preços abaixo ou altos referente ao mercado e também analisar qual produto/serviço está rentável ou oferecendo prejuízo.


Cruz, Anderson